Pesquisas comprovam que 99% das mulheres que têm câncer do colo uterino foram antes infectadas pelo HPV.
O HPV, denominado Human Papiloma Vírus, é o segundo tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil, segundo o Hospital do Câncer de São Paulo. O material genético de vírus é representado pelo DNA, e é nele onde a doença está hospedada. O papilomavírus é temido mais pelas mulheres, por persistirem no sexo feminino. Os homens, frequentemente eliminam o vírus sem maiores problemas, mesmo sendo infectados e transmissores da doença.
Existem centenas de subtipos isolados de HPV, a maioria é de origem sexual, os demais são verrugas normais de pele, existentes nas mãos e na boca. De acordo com o ginecologista Carlos Alberto Sá Marques, presidente da Sociedade Brasileira de DST em Pernambuco, a contaminação da doença geralmente acontece via relação sexual. "O HPV é uma doença sexualmente transmissível. Raramente pode ser passada por outra via que não seja a do ato sexual".
O papilomavírus é diagnosticado pela formação de verrugas que, quando visíveis, apresentam baixo risco de conter células cancerígenas, as invisíveis possuem mais alto risco. O teor de risco é basicamente dividido em duas categorias. "Os de alto potencial carcinogênico e os de baixo potencial carcinogênico. Carcinogênese é a capacidade que tem o vírus de provocar lesões que podem se transformar em câncer do colo uterino nas mulheres portadoras da doença".
O HPV faz com que a relação sexual seja dolorosa, devido ao surgimento de verrugas na vulva, dentro e ao redor da vagina, no ânus, na virilha. Geralmente, mulheres com vida sexual ativa são orientadas por seu ginecologista a realizar anualmente o exame conhecido popularmente como Papanicolau. Se neste exame a doença for detectada, o médico parte para a Colposcopia, que é uma técnica de ampliação da área sob suspeita de lesão. "Alguns subtipos do HPV podem provocar o aparecimento de verrugas nos órgãos sexuais de pessoas contaminadas. Quando o exame preventivo anual (Colposcopia e Colpocitologia oncótica) é realizado, alguma lesão sugestiva da presença de HPV pode ser descoberta".
Ao descobrir a doença e sua localização, utiliza-se a cultura híbrida para identificar os tipos de vírus e quantidades em amostras de tecidos. "Os tratamentos instituídos têm a finalidade de fazer desaparecer a lesão, evitando assim, que esta possa se malignizar. Obtida a destruição ou retirada cirúrgica da lesão, mantém-se um rígido controle sobre o paciente visando detectar recidivas".
A doença é tratada com aplicações de ácidos ou pomadas quimioterápicas, destruindo as feridas e impedindo que células doentes se multipliquem. "Drogas imunoterápicas têm mostrado resultados satisfatórios na eliminação do HPV. Estudos recentes com imunomoduladores têm mostrado a utilidade dessas drogas na melhora do estado imunológico dos portadores, atuando como auxiliar no tratamento. Entretanto, os tratamentos mais usados utilizam substâncias que promovem a esfoliação ou destruição da lesão. Algumas vezes, é necessária a sua extirpação cirúrgica" explica o ginecologista.
Mulheres grávidas portadoras da doença correm o risco de infectar seus filhos no parto vaginal normal. Em alguns casos, os bebês infectados desenvolvem lesões verrugosas na região da laringe, causando rouquidão e até dificuldades respiratórias.
Uma boa notícia é que nem sempre, ao entrar em contato com o vírus, as mulheres adquirem as lesões, pois o mesmo, algumas vezes, é eliminado espontaneamente. Isto acontece porque a doença também depende e reage de acordo com nossas defesas (anticorpos).
O único meio de evitar o HPV ou qualquer outra doença sexualmente transmissível ainda é o uso da "camisinha". Segundo Dr. Carlos Alberto, usando o preservativo e mantendo apenas um parceiro é o melhor remédio para evitar as DSTs. "Não só o HPV, mas todas as outras doenças sexualmente transmissíveis podem ser prevenidas tomando essas precauções. Notando o aparecimento de verrugas ou ferimento na região genital, deve-se consultar o ginecologista imediatamente".
Fonte: Carlos Alberto Sá Marques E-mail: csamarques@hotmail.com Fone: (081) 3325-0988 / 9963-1419
Fonte: Odisseu





